Se você busca um cantinho de Florianópolis que mistura história, natureza e gastronomia de primeira, precisa conhecer o Ribeirão da Ilha. Localizado no sul da ilha, este distrito preserva a autêntica cultura açoriana e oferece uma experiência única, bem diferente das praias mais agitadas da capital.
Passear pelas ruas do Ribeirão da Ilha é como fazer uma viagem no tempo. Com suas casinhas coloridas de arquitetura colonial, restaurantes à beira-mar e fazendas de ostras por toda parte, o bairro conquistou moradores e visitantes que valorizam tranquilidade, tradição e boa comida.
Continue a leitura e descubra mais sobre a região:
- História e cultura açoriana
- Onde fica Ribeirão da Ilha em Florianópolis?
- O que fazer em Ribeirão da Ilha?
Boa leitura!
História e cultura açoriana
Ribeirão da Ilha é o segundo distrito mais antigo de Florianópolis, ficando atrás apenas de Santo Antônio de Lisboa. Fundado em meados do século XVIII, o bairro nasceu da colonização açoriana que marcou profundamente a identidade da capital.

A história oficial começa em 1763, quando Manoel de Vargas Rodrigues ergueu uma capela dedicada a Nossa Senhora da Lapa. Entre 1748 e 1756, cerca de 6 mil açorianos desembarcaram na região vindos do Arquipélago dos Açores, em Portugal. Esses colonizadores trouxeram suas tradições, arquitetura e costumes que permanecem vivos até hoje.
Onde fica Ribeirão da Ilha em Florianópolis?
O Ribeirão da Ilha fica a aproximadamente 22 km do Centro de Florianópolis, às margens da Baía-Sul e a apenas 10 km do Aeroporto Internacional Hercílio Luz.
Como chegar a Ribeirão da Ilha saindo do Centro de Florianópolis?
A principal via de acesso é a Rodovia Baldicero Filomeno, que teve praticamente toda sua extensão asfaltada em 2017. Apenas o trecho de 1,1 km da Freguesia do Ribeirão não recebeu asfalto por ser região de patrimônio histórico.
De carro ou aplicativo
Saindo do centro, você cruza a ponte, segue as placas para “Sul da Ilha / Aeroporto” e continua pela SC-405 até encontrar a saída sinalizada para Ribeirão da Ilha. A partir daí, basta seguir pela Rodovia Baldicero Filomeno por cerca de 10 a 15 km, em via bem sinalizada até o centrinho histórico.
De ônibus urbano
Do Terminal Central (TICEN), há linhas diretas para o bairro, como a D-565 Ribeirão da Ilha Direto, que liga o TICEN à Rodovia Baldicero Filomeno, parada próxima ao centrinho. Outras linhas que atendem a região são 565 Ribeirão da Ilha e executivos como 4123.
O que fazer em Ribeirão da Ilha?
Caminhar pelo centro histórico do Ribeirão da Ilha é uma experiência única. A Rodovia Baldicero Filomeno concentra casas geminadas e coloridas que seguem o estilo colonial português, alinhadas de forma tradicional. Desde 1975, esse conjunto arquitetônico é protegido por lei municipal, garantindo que as características originais sejam mantidas.
A Festa de Nossa Senhora da Lapa, a produção de rendas de bilro pelas mãos habilidosas das artesãs locais, a construção de canoas e baleeiras, e o artesanato em cipó são heranças que resistem ao tempo e que encantam os turistas.
Gastronomia na Capital das Ostras
Se tem algo que coloca o Ribeirão da Ilha no mapa nacional e internacional, são as ostras. Florianópolis é responsável por impressionantes 90% da produção brasileira de ostras, e o Ribeirão da Ilha é o coração dessa atividade. Ao passear pela orla, você avistará facilmente as “fazendas marinhas”, estruturas flutuantes onde as ostras são cultivadas nas águas calmas da Baía Sul.
Com tanta ostra disponível, não é surpresa que o Ribeirão da Ilha tenha se tornado uma rota gastronômica obrigatória em Florianópolis. A Rodovia Baldicero Filomeno ficou conhecida como “Caminho das Ostras”, reunindo dezenas de restaurantes especializados em frutos do mar ao longo de seus 20 quilômetros.
Principais restaurantes
Ostradamus: o mais famoso e tradicional do bairro, pioneiro em servir ostras na região. Com duas unidades (uma no Ribeirão da Ilha e outra em Coqueiros), o restaurante oferece mais de 10 opções de pratos com ostras e conta com um depurador próprio que garante qualidade superior.
Muqueca da Ilha: vizinho ao Ostradamus, possui um ambiente mais despojado, com mesas literalmente na areia da praia. Perfeito para quem busca uma experiência descontraída e autêntica.
Porto a Porto: localizado no antigo porto da região, o restaurante preserva história e tradição. Um mural na entrada conta que o navegador Sebastião Caboto teria ancorado neste local em 1526.
Rancho Açoriano: destaque para o ambiente charmoso no trapiche e pratos elaborados. Vale experimentar o camarão gigante à milanesa e a garopa com creme de pupunha.
Umas e Ostras: à beira-mar, é muito procurado pela comida saborosa e pela vista privilegiada. Oferece sequências de ostras e diversos pratos de frutos do mar.
Morro do Ribeirão
Poucos sabem, mas o Ribeirão da Ilha abriga o ponto mais alto da parte insular de Florianópolis: o Morro do Ribeirão, com 532 metros de altitude. Do topo, é possível avistar a Baía Sul, parte do Sertão do Peri e as montanhas do extremo sul do maciço do Cambirela, no continente.

Igreja Nossa Senhora da Lapa
A Igreja Nossa Senhora da Lapa é o principal patrimônio histórico do Ribeirão da Ilha. Construída entre 1763 e 1806 com pedra, cal e azeite de baleia (material comum na época), a igreja forma um conjunto arquitetônico com o cemitério aos fundos e o Império do Divino Espírito Santo ao lado, referência à Festa do Divino, tradição religiosa açoriana que ainda é celebrada na região.

Endereço: Rua Alberto Cavalheiro, 238
Horário de missas: domingos às 9h30
Praia do Ribeirão da Ilha
A praia do Ribeirão da Ilha é formada por três pequenos trechos de areia ao longo do distrito. Por estar localizada na Baía Sul, o mar é extremamente calmo, de pouca profundidade e praticamente sem ondas.
É dessa praia que saem as ostras cultivadas nas fazendas marinhas visíveis da orla. A paisagem composta pelas casinhas coloridas, os barcos de pesca e as estruturas flutuantes cria um cenário incrível.
Ecomuseu do Ribeirão da Ilha
O Ecomuseu é uma experiência autêntica de imersão na cultura local. Diferente dos museus convencionais, o espaço não possui energia elétrica, água encanada ou estrutura moderna — propositalmente.
O objetivo é preservar com fidelidade os indicativos da cultura açoriana original. O acervo é diversificado, incluindo elementos naturais como árvores quase extintas plantadas no exterior, além de objetos que demonstram a importância da atividade rural na história do bairro.
Endereço: Rod. Baldicero Filomeno, 10106
Valor de entrada: R$ 5
Horário: segunda a sexta, das 9h às 12h e das 14h às 17h
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